Segurança Psicológica: Por que Times Brilhantes Não Têm Medo de Errar
- victoriaabreu4
- 19 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Você já esteve em uma reunião com uma ótima ideia na cabeça… mas escolheu ficar em silêncio? Talvez por medo de parecer ingênuo, de ser julgado ou até de “quebrar o clima”. Esse silêncio — que parece pequeno — é um dos maiores inimigos da inovação.
É aqui que entra a segurança psicológica, um conceito simples: criar ambientes onde as pessoas se sentem à vontade para falar, discordar, errar e aprender sem medo de punição. Parece óbvio, mas não é o que acontece na maioria das empresas.
O que é (de verdade) segurança psicológica?
É quando cada pessoa sente que pode ser autêntica no trabalho. Não significa ausência de regras ou cobranças, mas sim um espaço onde vulnerabilidades e opiniões diferentes são respeitadas.
Um estudo do Google chamado Projeto Aristotle descobriu que a segurança psicológica é o fator nº 1 de times de alta performance. Mais do que talentos individuais ou tecnologia, é a confiança mútua que determina o sucesso.
Por que isso importa tanto?
Inovação acontece: pessoas seguras arriscam mais e trazem ideias criativas.
O time aprende mais rápido: todos compartilham erros e lições, sem medo de “castigo”.
Reduz o burnout: pesquisas mostram que ambientes com segurança psicológica diminuem o impacto negativo da pressão e do estresse (Harvard Business Review, 2023).
Pertencimento real: quando cada voz é ouvida, o engajamento cresce.
Agora, pense comigo: quantos talentos incríveis já deixaram de falar algo essencial simplesmente porque não se sentiram seguros?
O papel do líder (e do time também)
Entender e construir essa confiança mútua é o cerne da Liderança Humanizada. É impossível ter segurança psicológica sem líderes que saibam gerir pessoas e equipes com empatia e conexão emocional, fugindo do modelo de gestão focado apenas em desempenho e negligenciando pessoas.
Criar segurança psicológica não é apenas papel da liderança, mas ela dá o tom. E algumas atitudes fazem toda a diferença:
Admitir erros: quando o líder mostra vulnerabilidade, o time entende que errar faz parte do jogo.
Fazer perguntas: abrir espaço para opiniões, sem esperar respostas “certas”.
Reconhecer contribuições: valorizar quem arriscou dar uma ideia, mesmo que não tenha sido a escolhida.
Ouvir de verdade: não só esperar a vez de falar, mas acolher o que o outro traz.
E a equipe também tem um papel: respeitar divergências, apoiar colegas e lembrar que todo mundo está aprendendo junto.
Como começar na prática
Aqui estão algumas ações simples que já mudam o clima de um time:
Iniciar reuniões perguntando: “Alguém tem uma preocupação ou ideia que ainda não trouxe?”
Criar o hábito do “o que aprendemos com isso?” após um erro.
Estabelecer pequenos grupos de conversa segura, onde todos podem se abrir.
Celebrar quem ousou discordar ou trazer algo novo.
Na Soul, transformamos essa reflexão em práticas duradouras. Aplicamos vivências experimentais que geram engajamento e acoplamento neural no time, garantindo que o aprendizado sobre segurança e vulnerabilidade seja incorporado de dentro para fora.
Não é sobre grandes programas ou treinamentos caros: é sobre pequenos gestos repetidos todos os dias.
Para refletir
Se você é líder: o que você faz hoje que encoraja ou silencia seu time? Se você é parte de uma equipe: você já deixou de falar algo importante por falta de segurança?
A segurança psicológica é um alicerce invisível. Quando existe, os times florescem. Quando falta, as ideias morrem antes de nascer.
Na Soul, acreditamos que criar ambientes seguros não é “carinho demais”, mas estratégia inteligente para gerar resultados de negócios e transformar a vida das pessoas. Vamos transformar o mundo, pessoa a pessoa?



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